O excedente de stock já não pode ser escondido
A 9 de fevereiro de 2026, a Comissão Europeia adotou as medidas definitivas do Regulamento de Conceção Ecológica de Produtos Sustentáveis (ESPR). A partir de 19 de julho de 2026, as grandes empresas de moda e calçado não poderão destruir peças de vestuário, acessórios nem calçado não vendidos. As médias empresas têm até 2030.
Até agora, destruir excedentes era a válvula de escape silenciosa do setor. Uma prática pouco visível, mas muito generalizada: a Comissão Europeia calcula que todos os anos são destruídos entre 4% e 9% dos têxteis não vendidos na Europa, gerando 5,6 milhões de toneladas de CO₂. A partir de julho, essa porta fecha-se.
E não se trata apenas de uma proibição. Passa também a ser obrigatório comunicar publicamente o volume de produtos que acaba como resíduo. Transparência total, sujeita a auditoria.